[Resenha] Um beijo inesquecível


Título original: It’s in his kiss
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro

       Como o tempo passou depressa e com ele as coisas mudaram. Aquela menininha que “vimos” nascer cresceu e agora é uma bela mulher, mas todos concordam com uma coisa: Hyacinth Bridgerton será a próxima solteirona de uma família da alta sociedade. O motivo para isso? Ela já esta em sua quarta temporada e não consegue achar nenhum pretendente que drible a sua cruel inteligência e o seu senso de humor  totalmente sincero, ou seja, ela é a nova Lady Danbury da sociedade inglesa. Isso sem mencionar o fato de que nenhum pretendente consegue impressionar a moça de verdade, já que todos parecem verdadeiros idiotas perto dela.


      Logo no início da história, conhecemos um pouco sobre a vida de Gareth St. Clair, neto de Lady Danbury, que tem um relacionamento extremamente difícil com o pai. Desde pequeno o jovem percebeu que não era bem quisto por seu pai e que sua melhor arma para defender-se, era sempre evitá-lo mantendo o mínimo possível de diálogo e passando o maior tempo possível fora de casa. Ele sempre achou estranho a forma como era tratado pelo pai, mas nunca tentou desafiá-lo ou mesmo questionar o porque dele receber um  tratamento tão diferente do irmão mais velho.  Bem, isso até o dia em que seu pai quis obriga-lo a se casar com a jovem Mary Winthrop, que desde criança apresentava problemas no desenvolvimento intelectual. Aceitar esse compromisso imposto pelo pai era considerado totalmente abominável por parte de Gareth e com isso o relacionamento que já era bastante difícil tornou-se impossível entre eles.


      Dez anos se passam e agora estamos no famoso e nada apreciado recital anual das Smythe-Smiths, no qual todos os anos as quatro meninas da família que estão solteiras, fazem questão de atormentar algum dos compositores clássicos em seu túmulo. Hyacinth está tentando entender porque sua querida cunhada Penélope acha tão importante sentar-se em uma das primeiras fileiras dispostas para o recital, quando Lady D chega para fazer companhia as duas. Ao longo dos anos a menina tornou-se mais do que uma conhecida para a senhora mais irônica da sociedade londrina, já que o temperamento parecido fez as duas tornassem verdadeiras amigas.

       É nesta noite tão memorável para a música clássica, que Hyacinth conhece Gareth, que está acompanhando a avó durante o recital. De início, a garota sente-se bastante incomodada, já que ele é capaz de fazê-la perder a fala e senti o tal friozinho na barriga de nervosismo. Mas, como ela adora um desafio, responder à altura a tudo que o jovem libertino fala torna-se o principal objetivo da moça. Porém, as coisas mudam drasticamente entre os dois.



      Muitas coisas acontecem nos últimos dez anos, entre elas a que mais abalou a vida de Gareth, foi a morte de seu irmão mais velho, que não deixou herdeiros. Com isso, o tão odiado filho do barão St. Clair tornasse seu único herdeiro, porém além disso, a viúva de seu irmão entregou a Gareth um mistérioso diário da avó italiana do rapaz. Sem entender sequer uma palavra do que havia escrito naquelas páginas, ele decide pedir ajuda a Lady D. Por coincidência é uma terça-feira e nesses dias Hyacinth está na casa da anciã para a tarde de leitura semanal de um dos romances populares da época.

      Fã de mistérios e curiosa por natureza, Hyacinth se oferece para traduzir o diário, já que graças a sua antiga babá italiana, a jovem entende um pouco do idioma. Assim, a relação que começou com total aversão entre eles, vai tornando-se cada vez mais intíma. Durante um dos bailes da temporada, em que Gareth tem o desprazer de encontrar o pai, ele tomado pelo impulso e pela raiva rouba um beijaço de Hyacinth. A partir daí, todas as sensações e emoções se misturam fazendo a jovem Bridgerton descobrir um universo totalmente novo.


      Acho que esse foi um dos livros mais esperados da série, pois aqui podemos saber um pouco de como todos os outros irmãos estão. Além disso, Gregori que até então mal tinha aparecido nos livros anteriores, está presente e podemos ter uma pequena prévia do homem que ele se tornou após tantos anos de internato e faculdade. Outro ponto que pode ser observado é a relação afetiva entre Gregori e Hyacinth. Irmãos mais novos de uma família de oito filhos, os dois cresceram em tempos diferentes dos outros irmãos, que já eram praticamente adultos enquanto os dois ainda davam os primeiros passos, assim fica evidente que por mais próximos e unidos que sejam, há um pequeno distanciamento entre eles e os outros Bridgertons.



      Gostei bastante desse livro e acho que aqui podemos ter as relações entre os irmãos de maneira bem mais construídas e fortes. Sem contar que a própria Violet mostra outra faceta bem mais sensível e delicada, diferente daquela matrona casamenteira que só descansaria após vê todos os filhos casados. O fato de Hyacinth ter nascido após a morte do pai, a tornou mais próxima da mãe e deixou mais do que evidente as relações familiares amorosas entre todos os Bridgertons. 

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