[Resenha] Tentação ao Pôr-do-Sol



Título original: Temp me at twilight
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro

      Poppy Hathaway sempre imaginou que se casaria com um verdadeiro príncipe encantado. Em sua terceira temporada em Londres, a moça mantem um “namoro” às escondidas com Michael Bayning, um jovem da alta sociedade e que representa o ideal de marido perfeito para a moça. O único problema é que a família do rapaz sequer cogita a possibilidade desse romance existir, afinal de contas qual pai deixaria seu herdeiro se casar com uma jovem cuja família possui dois ciganos?

      A maneira principal que o casal encontrou para continuar a trocar declarações amorosas sem levantar suspeitas foi através de carta. E é exatamente atrás de uma delas que Poppy está no momento em que nossa história começa, pois o adorável furão de estimação que a irmã mais nova cria possui o hábito de pegar pequenos objetos das pessoas ao seu redor. Mas, ele não poderia ter escolhido um lugar pior para fazer sua investida contra a moça, já que a família está hospedada no Rutledge, o melhor e maior hotel da capital inglesa. Sem se dá conta dos lugares onde o pequeno roedor a está levando, a Poppy acaba invadindo o escritório particular do administrador do hotel. Assustada e com medo de causar algum dano à reputação de sua família, ela acaba sem querer esbarrando em uma passagem secreta que a leva diretamente ao até então desconhecido interior do hotel.


       É nessa hora que ela encontra um homem que nunca tinha visto no local, mas que se portava com tal arrogância que a jovem detestou conhecê-lo na mesma hora. É esse misterioso homem que a ajuda a encontrar o caminho de volta a área social dos hóspedes, mas sem a carta de Baynning, o que faz Poppy acreditar que a mensagem foi perdida para sempre. Mal sabe ela que esse homem que cruzou o seu caminho é Harry Rutldge que além de ser o dono do hotel, está com a carta do amado da jovem.

       Harry possui um passado extremamente triste e ao contrário da jovem precisou enfrentar desde cedo à solidão provocada por seu pai, dono de um gigantesco hotel na América. Conhecido entre os funcionários por não amar ninguém e pela sociedade por ser um manipulador nato, ele é dominado por um sentimento novo e bem mais forte, que o faz traçar uma meta: fazer da jovem Poppy Hathaway ser sua. Por isso, ele está determinado a mover céus e terras para alcançar seu objetivo. Seu primeiro plano é separar Poppy e Michel e para saber exatamente onde está pisando, Harry abre e lê a carta destinada a moça, descobrindo dessa maneira que o romance é secreto e não oficial para a família do rapaz. Assim, ele procura o pai de Michael e dá um fim ao romance do casal.


      Enquanto Poppy se sente rejeitada e quer apenas esquecer tudo o que passou, Harry vê a oportunidade perfeita de concluir seu plano de ter a jovem Hathaway para si. Mas, como nada nessa família é normal, a vida do novo casal não poderia começar de maneira mais “interessante”.

      Ao descobrir todas as armações que Rutledge fez para afastá-la do seu amado, Poppy fica completamente arrasada, mas mesmo assim decide que irá casar-se com ele, pois Michael também não teve coragem para enfrentar sua família e a sociedade e assumir seu romance com a moça.


       Como um casamento que já começou condenado à infelicidade, pode fazer nascer o amor em duas pessoas tão diferentes?

       Adorei esse livro principalmente por causa da protagonista, que ao contrário de sua irmã (Win) possui presença de espirito bastante forte. Poppy é uma daquelas mocinhas que sonham com o príncipe encantado, mas sem tirar o pé do chão, ou melhor, sem se deixar levar pelas aparências. Ela sabia o que queria desde o início e não mediu forças para alcançar isso e ao ser surpreendida pelas voltas que o destino lhe deu, ela não abaixou a cabeça.

       Acredito que o fato da protagonista ser acompanhada por uma governanta e por, ao contrário das irmãs ter frequentado as rodas sociais de Londres, teve a possibilidade de criar uma casca contra toda falsidade da alta sociedade. Além disso, acho que aqui podemos finalmente traçar um verdadeiro perfil de como a sociedade da época tratava, ou melhor, fazia questão de excluir aqueles que não lhes eram semelhantes.


       Outro ponto que acho válido destacar é o quanto o patriarca da família pode arruinar a vida de seus filhos, sem está nem um pouco preocupado com as consequências desastrosas que tais atitudes podem causar na vida deles. Como é característico da autora, as relações familiares sempre são o ponto chave para a construção do enredo do livro. 

      Obrigada por acompanharem meu trabalho. Não se esqueçam de seguir as redes sociais do blog e o canal do Youtube (Clique aqui para se inscrever). Bjoxxx e até a próxima =) 

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