[Resenha] Ernestine ou O nascimento do amor


Autor: Stendhal / Organização: Joana Canêdo
Editora: Hedra

      Ernstine é uma menina que vive sozinha e isolada com seu tio e um grande número de criados na área rural de Dauphiné, na França. Confinada neste castelo, a menina não possui amigos e é a única pessoa da sua faixa etária que habita a região. Um belo dia, ela avista um jovem caçador que pelas vestimentas parece ser um nobre. Ao vê-lo pela primeira vez, a moça fica encantada, fazendo com que o misterioso caçador passe a povoar seus pensamentos e sonhos. Poucos dias depois da primeira troca de olhares à distância, ele deixa um buquê de flores para a jovem, nomeio do tronco de um enorme carvalho, do outro lado do lago.

      Desde o primeiro momento em que percebe a gentileza do caçador, Ernestine passa a desenvolver sentimentos amigáveis para com o caçador. Assim, sua vida passa a ser regida pela espera dos buquês deixados pelo misterioso rapaz no carvalho. Porém, ela nunca ia os mandava buscar os buquês. Dez dias se passam e o velho conde, tio da jovem, passa anotar a mudança no comportamento da jovem, que transformou sua vida em uma verdadeira gaiola de pássaros, pois seus dias se resumem a ficar à espera do caçador, no alto da torre de onde ela pode visualizar toda a extensão do bosque.

      Mais alguns dias se passam e ela resolve dá um passeio ao redor do lago e assim poder vê de perto as flores deixadas por seu amado, no centro do carvalho. Em sua imaginação, Ernestine achava que encontraria apenas flores murchas e sem vida, mas ao se aproximar da frondosa árvore, ela percebe (para sua surpresa) que um novo e deslumbrante buquê estava a sua espera. Junto com o mimo, estava um bilhete deixado pelo seu amado: “Já faz um mês que trago um buquê todas as manhãs. Será que este será feliz para ser percebido?”.

      Assim, com esse encantador bilhete o nobre caçador conquistou de vez o coração da solitária menina. E agora, que teve a certeza de que era correspondida, Ernestine passa a ansiar pelos momentos em que pode ir ao lago e recolher o buquê e o bilhete deixados por seu amado caçador.

      Durante os cincos meses em que a história se passa, nos podemos observar e analisar aquilo que o autor chama de “tratado de ‘ideologia’”, uma descrição mais do que detalhada sobre todas as fases que passamos quando estamos amando. Além disso, nós podemos ler as cartas de amor escritas por  Stendhal para sua musa inspiradora Métilde, a mulher que levou o autor a escrever o tratado.

      Nesta edição de bolso maravilhosa da editora Hedra, nós ainda temos uma introdução de Joana Canêdo, que além de traduzir e organizar o livro, explica em uma linguagem bastante atual o texto escrito século atrás por Stendhal. O que é bastante relevante, já que o amor nunca envelhece ou morre e por mais que o tempo passe e as pessoas mudem, a essência do verdadeiro amor sempre estará presente em nossos corações.

      Obrigada por acompanharem meu trabalho. Não se esqueçam de seguir as redes sociais do blog e o canal do Youtube (Clique aqui para se inscrever). Bjoxxx e até a próxima =) 

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