[Resenha] A Protegida


Título original: Suggar Daddy
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Gutenberg

       Liberty Jones perdeu o pai muito cedo, aos quatro anos de idade. E demorou muito, mais muito tempo para ela entender que ele não voltaria mais. Quando chegou aos 13 anos, sua mãe já havia tido tantos namorados que ela havia perdido as contas, mas nenhum deles havia sido capaz de substituir o pai da menina. Quando sua mãe finalmente encontrou um homem com quem achou que fosse valer a pena passar o resto da vida, o cara era um vagabundo que passava o tempo todo bebendo cerveja e mudando os canais da TV.


       Junto com o novo namorado da mãe, houve uma mudança na vida de Liberty e ela passou a morar em um estacionamento de trailers, na cidade de Welcome. Logo no primeiro dia em sua nova casa, ela conhece Hardy Gates que torna-se o primeiro grande amor de sua vida. Porém, nada nem ninguém irá parar o rapaz, cujo único objetivo é ir embora do lugar em que vive e realizar todas as suas ambições. Por outro lado, Liberty acredita que devido a vida pobre e difícil que leva com a mãe nunca terá seus sonhos realizados.

       Quando Diana, a mãe de Liberty toma a decisão de expulsar o atual namorado de casa, descobre que está grávida. Nessa hora, no mundo da garota para e ela assume todos os detalhes da vida da mãe, controlando absolutamente tudo e maneira bastante excessiva. Chega a hora e a criança nasce. Aqui, podemos perceber uma forte característica dos livros de Lisa Kleypas: a intensidade das relações familiares. Liberty assume o papel de mãe da criança, excluindo Diana completamente da relação familiar.


      O tempo passa e Diana começa a namorar o dono do estacionamento de trailers em que elas moram. Liberty não gosta desse envolvimento amoroso da mãe e por isso, tenta afastar a pequena Carrington de todas as maneiras do namorado de Diana. Porém, o que ela não esperava é que em pouco tempo de relacionamento uma tragédia fosse acontecer e Diana morresse. Quase ao mesmo tempo Hardy vai embora de Welcome, abandonando Liberty no momento mais difícil de sua vida.

      Agora, a jovem precisara estudar, trabalhar e cuidar de Carrington. A vida de Liberty termina lhe dando várias surpresas e ela acaba sob a proteção de Churchill Travis, um magnata bilionário que além de oferecer proteção a ela e a irmã, guarda segredos sobre o passado obscuro da família da jovem. Porém, nem tudo será maravilhoso, pois Gage Travis, o filho mais velho do magnata, não suporta a presença da jovem e a quer bem longe de sua família.


       Bem, vamos lá: Se você já tiver lido algum romance de época da Lisa Kleypas irá saber que as mocinhas da autora são determinadas, empoderadas e sabem o que querem de verdade. Muito diferente da Liberty Jones que dedicou sua vida a necessidade de ter um homem ao seu lado para poder tomar suas decisões. Ela se apaixonou por Hardy aos 14 anos e pronto... Sua vida se resumiu a esperar pela volta dele. Claro que ela assumiu toda a responsabilidade de criar a irmã desde que a menina estava na barriga da mãe, mas Liberty não fez a vida dela acontecer de verdade, ela apenas passou por ela.


      A personagem não teve nenhuma evolução de caráter, de atitude ou mesmo de ir em busca dos sonhos que tinha. Ela apenas aceitava tudo o que a vida lhe oferecia sem brigar, lutar ou mesmo questionar seu destino. A relação de amor incondicional que ela tem pela irmã é muito bonita, mas não é suficiente para fazer Liberty ir atrás de melhorar suas atitudes. Lógico que ela estudou e trabalhou como cabeleireira, porém mesmo com todas as oportunidades que lhe eram oferecidas a única coisa que ela enxergava é um dia Hardy voltaria.


      Sinceramente, não gostei desse livro. Acho que a personagem poderiam ter sido melhor trabalhada e ter de fato buscado vencer as dificuldades que a vida lhe apresentou. Ainda prefiro as mocinhas empoderadas dos romances de época da Lisa Kleypas.  A Protegida é o primeiro livro da série The Travis Family, que possui mais três volumes. Esse livro marca a estreia de Kleypas  como autora de romances contemporâneos e foi lançado originalmente em 2007, além de ter sido finalista do RITA, o maior prêmio destinado a romances nos Estados Unidos e o primeiro livro da autora a ser publicado pelo Grupo Autêntica.  

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