[Resenha] O conde enfeitiçado


Título Original: When he was wicked
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro

Em algum momento de nossas vidas sempre teremos aquele divisor de águas, seja um casamento, uma morte ou até mesmo nada que possa ser considerado muito grandioso, como uma simples troca de cartas. Porém, para Michael Stirling a vida mudou no momento em que conheceu a bela Francesca Bridgerton, que para sua infelicidade estava a dois dias de se casar com seu primo John, o conde de Klimartin, na Escócia. Não que ele não desejasse que seu melhor amigo e quase irmão fosse infeliz, mas a beleza da sexta filha dos Bridgertons encheu os olhos e principalmente o coração do libertino inveterado de amor.

      Francesca casou-se muito antes de sua irmã Eloise, que já era considerada a solteirona da família e com a mesma rapidez também ficou viúva. Após dois anos de casamento com o conde de Kilmartin, o amor de sua vida, a jovem encontrou o marido morto em cima da cama ao voltar de um rápido passeio com o primo dele Michael, pelas ruas da capital inglesa. O choque que sofreu com o rápido falecimento de seu marido, levou Francesca ao desespero e a achar que era a culpada pelo acontecido. Para a surpresa da própria jovem e da família do falecido conde, ela estava grávida e isso gerou a certeza de que um herdeiro de John estava à caminho, porém o problema é que em poucos dias, até mesmo essa perca aconteceria na vida de Francesca. 
      Quatro anos se passam, e o atual conde de Kilmartin, Michael Stirling esta morando da Índia. A partida para o exótico país se deu principalmente para se afastar de Francesca após a morte de seu primo John. Mesmo estando fora por tanto tempo, o conde nunca esqueceu sua amada que praticamente passou a ignorá-lo durante o período de sua viagem. Por mais cartas que enviasse à condessa, Michael nunca recebia se quer um bilhete como resposta e sempre era atualizado sobre o que acontecia em suas propriedades através das cartas da mãe. Porém, agora havia chegado o momento de voltar para Inglaterra e assumir as suas responsabilidades.


      Para Francesca os anos que se passaram desde a morte do marido serviram para seu amadurecimento pessoal e aumentar ainda mais o desejo de ser mãe. O único problema para ela era o fato de que para realizar seu sonho precisaria casar-se novamente e deixar seus sentimentos por John trancados em algum lugar do passado, o mesmo lugar onde ela aparentemente parecia ter deixado sua amizade por Michael, que para ela a havia abandonado no seu momento de maior tristeza. E mesmo com o excelente convívio que continuava a manter com a família do falecido conde, Francesca ainda se sentia incompleta. Assim, ela resolveu finalmente deixar o luto e retornar à Londres com o objetivo de encontrar um marido que pudesse realizar seu sonho de ser mãe.
      Quando o inesperado reencontro entre os dois finalmente acontece, Francesca passa a enxergar Michael com outros olhos e começa a se questionar sobre o quanto será difícil resistir aos encantos do libertino. Já para Michael nada mudou, a dama continua a ser a paixão de sua vida e principalmente o verdadeiro motivo que o levou de volta para casa.  O clima entre os dois é percebido por todos os membros das duas famílias e após o inesperado beijo, Francesca finalmente percebe por que havia passado tantos anos de luto: ela estava esperando a volta de Michael.


      Em “O conde enfeitiçado” também saímos do tradicional cenário da capital inglesa para conhecer a Escócia, país localizado ao norte da Grã-Bretanha. As mudanças que aconteceram na vida de Francesca a tornaram uma mulher determinada em alcançar seus objetivos, mas sem deixar de lado toda sua sensibilidade e delicadeza. Diferente dos livros anteriores, aqui vemos uma mulher administrar as propriedades de um condado, enquanto o homem está longe do país, uma atitude que aproximou Francesca do papel desempenhado por Violet após a morte do marido.
      Acredito que as mudanças de cenário nos livros 5 e 6 da série aconteceram de maneira bastante proposital, afinal as histórias de Colin, Eloise e Francesca acontecem ao mesmo tempo. A ideia de desenvolver três livros diferentes com histórias de pessoas da mesma família e suas particularidades demonstra a habilidade que Julia Quinn tem de encantar seus leitores.  
      Obrigada por acompanharem meu trabalho. Não se esqueçam de seguir as redes sociais do blog e o canal do Youtube (Clique aqui para se inscrever). Bjoxxx e até a próxima =) 

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