[Resenha] Eu estive aqui


 Título original: I was here
Autora: Gayle Forman
Editora: Arqueiro

      O que você faria se recebesse um e-mail suicida da sua melhor amiga? E mais, se esse e-mail chegasse algum tempo após ela ter tomado um frasco inteiro de veneno, sozinha em um quarto de hotel? Assim começa o livro “Eu estive aqui”, da Gayle Forman, uma história tensa que mexe com as emoções dos leitores e nos leva a busca da verdadeira redenção no pior momento para qualquer pessoa: o de uma perca irreparável.  
       Cody e Meg são melhores amigas desde a infância. Elas se conheceram na escola e desde o primeiro dia tornaram-se verdadeiras irmãs. As garotas dividiam todos os segredos e viviam grudadas, dentro e fora da escola, em época de aula ou nas férias.
      Cody nasceu de uma gravidez não planejada da mãe com algum dos namorados que tinha e desde muito cedo, percebeu que se quisesse ter comida pronta, roupa lavada e casa arrumada ela mesma teria que fazer, já que Tricia (sua mãe) não se sentia responsável e muito menos na obrigação de fazer qualquer coisa pela filha. Assim, Cody passou a ser frequentemente recebida como uma verdadeira filha na casa dos Garcia, e os pais de sua melhor amiga a acolheram em todos os sentidos.


      Como todas as grandes amigas, Meg e Cody faziam vários planos para o futuro e o principal deles era aquele que assim que terminassem o ensino médio, as garotas deixariam a cidade em que moravam para se mudarem para Tacoma, uma cidade próxima a Seatle e onde as duas passariam a viver como adultas de verdade. Mas, isso não foi possível já que Tricia não facilitava em nada a vida da filha e quando Cody, ainda no início do ensino médio, falou sobre a possibilidade de ir para a faculdade, Tricia afirmou que ela deveria trabalhar para pagar os estudos e custear sua vida, pois ela não gastaria mais um centavo com a menina, a partir daquele dia.
      O tempo passa, as garotas se formam e Meg vai para a faculdade após consegui uma bolsa de estudos integral, assim como havia planejado e só resta a Cody ficar presa à cidade em que moravam, fazendo faxina para pagar as próprias contas e dividir as despesas domésticas com Tricia. Nesse período em que as duas se separam muita coisa muda. As garotas que cresceram melhores amigas, agora mal se falam e mesmo sem querer admitir, Cody se sente frustrada por não poder acompanhar a amiga em suas aventuras na nova vida. Ela até vai visitar a Meg, em Tacoma, durante um final de semana, mas ao chegar lá e perceber que a amiga seguiu em frente e ela ainda está presa na mesma cidade, Cody inventa uma desculpa e volta pra casa.


      Apesar de tentar de todas as maneiras que Cody volte a visitá-la, Meg não consegue convencer à amiga e elas acabam se afastando ainda mais. Infelizmente o último e-mail que Meg envia para seus pais e Cody não traz notícias muito boas. A garota comete suicídio em um quarto de hotel e Cody passa a se perguntar o que levou a melhor e única amiga que conheceu de verdade, aquela que tinha conseguido tudo aquilo que elas haviam planejado desde a infância, a acabar com a própria vida.
      Após ir recolher os pertences da amiga na república em que ela morava em Tacoma, Cody se sente na obrigação de descobrir o que levou a amiga a se matar.  “Eu estive aqui” é mais do que um relato sobre uma história triste, onde uma garota cometeu suicídio, Gayle Forman usa desta temática para abordar um assunto bem mais forte que é a depressão e o que pode acontecer a uma pessoa que não busca tratamento adequado.


      A autora surpreendeu os leitores ao revelar o que aconteceu a Meg no período em que ela esteve na universidade. Além disso, o crescimento e a evolução pessoal da Cody contribuem para revelar ao leitor que por mais que achemos que as pessoas ao nosso redor levam uma vida perfeita, nós sempre esquecemos que podemos transformar nossa vida através de nossas ações.
      A protagonista do livro representa simbolicamente todos aqueles que se acham incapazes de superar as adversidades e por isso se sentem frustrados e não vêm uma saída ou um caminho que guie seus passos ao objetivo tão desejado.
      Em muitos momentos durante a leitura em imaginei a narrativa adaptada para o cinema. A forma como a Gayle escreve envolve o leitor de uma maneira que é quase impossível abandonar o livro para fazer outras coisas. Apesar desse não ser o primeiro livro da autora publicado no Brasil, esse foi o meu “livro de estreia” com a Gayle e pelo que pude sentir durante a leitura, não será o último. Agora só nos resta esperar para ver a adaptação cinematográfica deste livro. 


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