[Resenha] Um perfeito cavalheiro




Título original: An offer from a gentleman
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro


      Imagine um conto de fadas, daqueles com direito a carruagem, príncipe encantado e baile de máscaras, no qual todo encanto acaba à meia-noite. Essa história é bastante conhecida por todos, mas ela também serve de base para história de Sophie e Benedict, no terceiro livro da série Os Bridgertons. Aqui, podemos conhecer o segundo filho da família mais querida dos romances históricos.
      Sophie Beckett é a filha bastarda do conde Richard Guinningworth e as características físicas da menina não deixam qualquer dúvida. Por isso, aos três anos de idade, quando foi deixada pela avó na porta da mansão Penwood Park, o conde fez questão que a garota fosse acolhida da melhor maneira possível em sua casa. Porém, como a pequena era fruto de um relacionamento ilegítimo, o conde não assumiu a menina como sua filha oficialmente e a apresentou à sociedade como sua pupila. Com o passar dos anos, as semelhanças físicas entre os dois ficaram cada vez mais evidentes, porém ninguém nunca teve coragem de fazer qualquer comentário sobre essa semelhança.
       Ao completar dez anos, Sophie recebe a notícia de que o conde finalmente casou e irá morar com a esposa e as filhas dela na mesma casa em que a garota reside. Quando foi informada sobre a celebração, a menina ficou extremamente feliz, pois acreditava que teria duas irmãs e finalmente conheceria o amor de uma mãe, já que a sua havia morrido durante o parto. Porém, assim que a nova Condessa de Penwood chegou à residência, ficou claro para Sophie que sua presença era considerada totalmente inadmissível pela mulher do seu “tutor”. As filhas da Condessa foram proibidas de manter qualquer contato com Sophie fora da sala de aula em que estudavam, na ala infantil da residência. Para piorar as coisas, pouco tempo após o casamento o Conde Richard Guinningwoorth contraiu uma grave doença, que o levou a falecer. Essa nova condição tornou a vida da filha ilegítima ainda pior, já que agora ela passou a ser empregada da casa e totalmente desprezada por Araminta e sua filha mais velha Rosamund. Apenas a Posy parecia nutrir certa afeição por Sophie, mas nada que pudesse ser considerada uma atitude entre irmãs.


      Benedct Bridgerton amava sua família e sabia que não conseguiria viver sem eles. Porém, ele também adorava ficar sozinho em sua casa de solteiro, já que lá ele não seria considerado apenas mais um, ou melhor, o Bridgerton nº 2. Não que sua mãe tivesse feito diferença entre os filhos, mas o fato de todos a sua volta não o notarem por suas qualidades ou pelo que ele realmente era às vezes o incomodava. Porém, essa semana o jovem estava na capital da Inglaterra para participar do anual baile de máscaras da família Bridgerton. Na verdade todos os filhos sabiam que esse baile era mais uma das tentativas da matriarca de conseguir bons casamentos para os filhos, assim mesmo a contra gosto, eles compareceram a festa da mãe.
      Porém, o que Benedict não esperava era o fato de que naquela noite ele encontraria uma dama misteriosa e que apesar da aparência glamorosa parecia que nunca estivera em um baile da alta sociedade. Ao perceber isso, o jovem achou por bem não se apresentar como um Bridgerton e aproveitou o tempo para conversar e conhecer um pouco de sua misteriosa acompanhante.
      Encantada pelo belo rapaz, Sophie se esqueceu  completamente do tempo e foi apenas ao soar da meia-noite, que fez a pobre moça perceber que deveria partir para casa o mais rápido que podia para não ser descoberta por Araminta. Mas, um pequeno detalhe (já esperado pelos conhecedores da história original) acontece. A luva usada pela jovem é esquecida com Benedict e esse é o único objeto que pode levar o rapaz a encontrá-la.  


      Três anos se passam e agora Sophie trabalha como criada em casas de famílias abastardas nos arredores de Londres. Além de trabalhar para sobreviver, ela precisa sempre está atenta para escapar dos assédios dos filhos dos patrões que tentam a todo custo transformá-la em amante. Nesta noite em especial, Sophie precisa redobrar seus cuidados, pois, os donos da casa em que ela trabalha viajaram e o filho libertino e boêmio deles resolveu dá uma festa para os amigos aproveitando a ausência dos pais. Tudo o que ele quer é um deslize da jovem criada para se aproveitar dela.
      Benedict já está cansado de frequentar essas noites de farra. A verdade é que, desde a noite do baile de máscaras de sua mãe (há três anos), o jovem não conseguiu esquecer a misteriosa dama de vestido prateado. Desde aquela noite, todas as farras perderam a graça e tudo que ele deseja é encontrar e casar-se com a dama que mexeu profundamente com o seu coração. Ele até tentou e procurou por longos meses por toda Londres. Foi até a casa dos Guinningworth, pois o brasão da família estava gravado na luva deixada pela dama, mas não a encontrou. Ela simplesmente havia sumido do mapa! Agora, ali estava ele, na casa do Sr. Philipi que nem era seu amigo, mas o havia convidado para uma noite de jogos, bebidas e apostas. Tudo que Benedict queria era ir embora e quando estava saindo da casa, lá estava seu anfitrião, com dois patifes coagindo a pobre criada.
      Assim que o dono da casa e seus amigos a encurralaram, Sophie achou que estava perdida. Desta vez, o jovem patrão iria conseguir o que tanto queria, até que de repente um dos rapazes que estavam na festa se aproximou e a defendeu dos fanfarrões. Mas, o que a jovem não podia acreditar era no fato de após tantos anos, havia finalmente encontrando com Benedict Bridgerton novamente.


      Nessa releitura da história da Cinderela, Julia Quinn conseguiu trabalhar todos os elementos dos contos de fadas de maneira magistral. A riqueza de detalhes de época, uma característica bastante marcante dos livros da autora, caí como uma luva para a releitura do clássico infantil. Benedict sempre foi meu Bridgerton preferido e sua história era que eu mais queria ler da série e mais uma vez não fui decepcionada pela maravilhosa Júlia Quinn.
      Aqui, até os mínimos detalhes foram trabalhados para que o leitor pudesse perceber as semelhanças e diferenças entre o conto de fadas e a história da Sophie e do Benedict. “Um perfeito cavalheiro” é a melhor releitura literária que já li do clássico infantil, não somente pela riqueza dos detalhes, mas pela maneira como o enredo foi construído para o tão esperado desfecho.
      Entre as personagens que merecem destaque estão à irmã mais nova da família, a Hycinth que foi uma verdadeira espiã da mãe na missão de casar Benedict com Sophie. Além disso, Violet mais uma vez provou que os filhos apenas pensam que mandam em suas vidas, quando na verdade é a matriarca quem “controla” a vida dos filhos, que sem perceber fazem tudo o que a mãe quer.
      Agora é correr para descobrir quais são os segredos escondidos por Colin Brindgerton, no quarto livro da série. Obrigada por acompanharem meu trabalho. Não se esqueçam de seguir as redes sociais do blog e o canal do Youtube (Clique aqui para se inscrever). Bjoxxx e até a próxima =) 


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