[Resenha] O Duque e eu


Título original: The Duke and I
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro



  
      Rico, bonito e solteiro, Simon Basset, o duque de Hastings é o partido perfeito com quem todas as mães desejam casar suas filhas. Durante os seis anos em que passou viajando fora do país, ele conseguiu evitar todas essas mulheres enlouquecidas e que possuem apenas um objetivo: casar as filhas debutantes. A temporada de bailes começou na Londres de 1813, e apenas uma mãe muito desequilibrada não iria desejar que o duque fizesse a corte a sua filha. Tudo estaria realmente perfeito se não fosse por um único detalhe: Simon Basset fizera a promessa de nunca se casar nem de gerar filhos.
      Simon nunca conheceu a mãe, pois esta morreu pouco tempo após ter dado a luz ao único filho que conseguirá atravessar os noves meses de gestação em seu ventre, sem maiores problemas. Assim, coube ao pai de Simom, criar o filho e transformá-lo no homem que herdaria o nome, o título e a fortuna da família.


      O velho duque de Hastings estava ansioso por um filho havia muitos anos. Sua esposa conseguira engravidar cinco vezes, porém apenas três gestações chagaram ao tempo completo e dessas em apenas uma, o bebê não nascera morto. Por isso, ao longo dos 15 anos de casamento, o velho duque ansiava por um herdeiro que pudesse levar o título da família adiante. Quando seu filho nasceu saudável, a única coisa que o velho Hastings pensava é que finalmente teria um Basset para honrar a família. Mas, à medida que o menino foi crescendo e começou a apresentar certa dificuldade ao falar, o velho duque passou a se afastar do filho e a considerar o pequeno Hastings um verdadeiro idiota. Esse difícil relacionamento entre pai e filho não abalou o pequeno Simon, que incentivado por sua babá, sempre procurou superar suas dificuldades de fala e surpreendeu o pai ao ir para o renomado colégio de Eton e mais tarde, para a Universidade de Oxford.
      Ao ser informado sobre os progressos do filho, o velho Basset percebeu o quanto estava errado em relação ao tratamento que dera ao herdeiro, mas aí já era tarde demais e qualquer forma de relacionamento entre os dois, tornou-se insuportável para Simon. Na última vez em que teve um “encontro” com o pai, o jovem duque decidiu partir em sua viagem pelo mundo e não estava na Inglaterra quando o pai faleceu.


      Bem, para Daphne Bridgerton a família sempre representou a base de tudo. Seu relacionamento com a mãe Violet e os sete irmãos sempre fora bastante afetuoso para os padrões da época. Primeira jovem da família a debutar na sociedade, Daff nunca tinha sido vista como uma esposa em potencial pelos demais cavalheiros da sociedade. O principal motivo para isso, era o fato de por ter crescido na companhia de três  irmãos mais velhos, ela não se deixa enganar tão facilmente pelos joguinhos de sedução usados pelos cavalheiros na hora de cortejar as jovens debutantes da temporada.
      Os únicos cavalheiros respeitáveis e que se interessaram em casar com Daphne apresentavam características totalmente inadequadas. Mas, a jovem nunca perdeu as esperanças de que um dia se casaria e teria seus próprios filhos para cuidar.
      Em uma noite de baile da temporada, Daphne estava com seus irmãos mais velhos e tentava se esconder de um dos desprezíveis pretendentes. Porém, ao se encaminhar para o banheiro, seu candidato a marido tenta convencê-la a todo custo a casar-se com ele. Neste momento, entra em cena o charmoso Duque de Hastings, que mesmo sem saber nada sobre a donzela sai em sua defesa.
      A partir daí, uma leve simpatia começa a surgir entre os jovens e para surpresa do Duque, a jovem que ele acabará de salvar e que despertou seu interesse, é a irmã mais nova do seu amigo de colégio e faculdade Antony Brindgerton. Ao saber a história de Daphne e como a falta de pretendentes interessantes está afetando a vida da moça, cuja mãe só falta arrastá-la para o altar, Simon elabora um plano que beneficiará os dois: ele fingirá fazer a corte a Daphne. Assim, se o Duque de Hastings estiver certo, o número de pretendentes da jovem aumentará e ele não será mais alvo das mães de filhas solteiras da sociedade.
 

      Em “O Duque e eu” somos apresentados à família Bridgerton e a alta sociedade da Londres do século 19. Julia Quinn descreve com riqueza de detalhes o cenário da época em que um beijo levava jovens donzelas e rapazes nem tão inocentes ao altar. A família que dá nome a série é uma das mais tradicionais e ricas da sociedade. Lady Bridgerton e seus oito filhos são completamente unidos e amorosos entre si. Além da semelhança física que é descrita no livro, o amor que existe entre os irmãos ajuda com que todos superem a ausência do falecido pai.



      A misteriosa Lady Whistledown merece um destaque especial já que sua publicação é o folhetim de fofocas com as melhores e seguras fontes de informação. Ninguém sabe qual a verdadeira identidade da polêmica dama, mas o fato é que qualquer informação que tenha alguma relevância para a alta sociedade não escapa da coluna social da “jornalista”. Seu tema preferido é a família Bridgerton, com direito a detalhes minuciosos da vida de todos eles. Mas, ao contrário do que acontece com os outros membros da sociedade, Lady Whistledown não usa sua afiada pena de escrever para espalhar fofocas. Ela poupa a família de comentários nada agradáveis e usa apenas uma leve ironia para tecer comentários à importante família. 


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